Sobre

Manifesto

A Parafernália é uma associação cultural sem fins lucrativos com sede em Lisboa, constituída formalmente em Agosto de 2009, cujo principal objectivo é recuperar a vivência colectiva da cidade, fortalecendo as inter-relações entre a sua estrutura social e urbana através da arte, da cultura e da cidadania.

Numa sociedade em que cada vez mais cada um está isolado no seu mundo, na sua “cidade individual”, onde o espaço público perdeu muito da sua força como lugar de troca e de partilha – de ideias, de experiências, de emoções, de afectos… –, e onde a fragmentação da sociedade e a sua alienação face ao território potencia a inércia e a indiferença, esvaziando o pensar e limitando o agir, a Associação Parafernália pretende assumir-se como um instrumento de mudança: um meio através do qual se promove a acção e a interacção, o encontro e o confronto, o movimento e o conhecimento, a diversidade e a criatividade, o questionamento e o debate – entre as pessoas e os lugares, os cidadãos e a cidade.

Para atingir os seus objectivos, a Associação Parafernália propõe-se a promover, apoiar e divulgar, pelos seus próprios meios ou em cooperação com outros agentes interessados em contribuir para os mesmos fins, actividades no âmbito da arte, da cultura e da cidadania que concorram para o fortalecimento deste viver a cidade no colectivo.
Somos: em muitas palavras multiplicidade, diversidade, velocidade, vivacidade, reciprocidade… numa palavra, Parafernália!

Apresentação

A Associação Cultural Parafernália começou por um grupo de pessoas preocupadas, essencialmente, com a sua cidade. Daí nasceu uma reflexão sobre várias dimensões da cidade: habitacional, cultural, cívica, social, etc. Da reflexão e discussão surgiu a necessidade de passar à acção, tendo nascido então a Associação Parafernália. 
O próprio nome “Parafernália” remete para uma multiplicidade de coisas, um pouco à imagem das nossas áreas de intervenção. No entanto, não se trata de algo diletante, desfocado ou disperso. Independentemente da miríade de esferas que a nossa acção possa abarcar, a matriz está, desde o início das nossas reflexões, bem definida. Interessa-nos conceber a cidade enquanto “todo social”, na sua dimensão humana, cívica e de sociabilização.

Falamos então de coesão social, de desenvolver e aprofundar os laços e as acções entre os “átomos” que compõem esse tal todo “social”: as pessoas. 
Por contraponto a outras cidades europeias, constata-se em Lisboa uma confrangedora ausência de vivência colectiva, de cultura espontânea, acessível, de solidariedade a vários níveis entre as pessoas.

Apostamos, então, no reforço da coesão social, seja através de acções culturais e artísticas, seja através do aprofundamento dos laços e do conhecimento sobre a cidade e a sociedade. Passará também pelo reforço ou pela promoção de sinergias entre os vários actores da cidade: associações, Câmara Municipal, Juntas de Freguesia, agentes culturais, ONGs, comerciantes, empresas de transportes, locais de espectáculo, museus, monumentos, grupos recreativos/desportivos e, acima, de tudo, os cidadãos.

Não obstante a Associação Parafernália ter um corpo dirigente que coordena as várias actividades, esta primará sempre pela abertura a tudo e a todos: estudantes de teatro, cinema, música, artes plásticas, praticantes do jogo da malha, bandas filarmónicas e outras não filarmónicas, associações semelhantes ou não semelhantes, pessoas que queiram ou sintam a necessidade de participar, dizer algo, mostrar alguma coisa, protestar ou apoiar seja o que for. A lógica é dinâmica, de abertura, de sinergias e colaborações, de conferir um papel central e activo à sociedade civil. Apenas “impomos” que todos contribuam de algum modo para o reforço da coesão social da cidade, para a melhoria da vida da cidade, para a dinamização cultural da mesma, no sentido de criar uma cidade mais inclusiva, mais dinâmica, mais aberta, mais cultural, mais cívica.


11111111111111111111111